
O título deste artigo parece curioso não? E é mesmo. Afinal de contas, o que tem em comum esses três substantivos que dão nome ao título? Aparentemente nada, mas refletindo um pouco mais, encontramos algumas respostas simples e facilmente constatáveis.
Certamente, pode-se dizer que política e literatura nada mais são do que retratos da vida. Retratos quase fidedignos do universo que é a vida, com suas vicissitudes, sonhos e dilemas. Também com suas imperfeições e desafios.
Um dos grandes problemas da política reside no pensamento dos políticos. Infelizmente, muitos deles possuem a crença de que suas obras serão eternas. Quão pretenciosos são eles. Deveriam saber que a verdadeira mudança acontece com a sociedade, a política é talvez uma peça chave para transformar realidades, mas sozinha não faz nada.
Na política, como na literatura, às vezes, homens querem ser deuses. São vários os personagens literários que ousaram ser o Criador. Alguns tinham a certeza de que venceriam a morte. Coitados, esquecem-se do mais trivial da vida: nosso caráter efêmero.
Neste aspecto, prefiro a poesia de Fernando Pessoa:
"Deus quer, o Homem sonha e a obra nasce." A obra, neste caso, poderia muito bem ser compreendida como a transformação realizada pela política, ou mesmo a construção de uma obra literária.
Este pequeno texto, propositalmente confuso e desconexo, é apenas para dizer obviamente que a vida não é eterna, a política e a literatura são espelhos da vida e a sociedade é a grande autora do livro da existência.
Para terminar, vale a pena uma citação do livro sagrado dos cristãos: "O homem mais sábio é aquele que está convicto de suas fraquezas".
* Alisson Diego Batista Moraes