quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Imagens do lançamento de O Tempo e as Estrelas

Algumas imagens selecionadas do lançamento de O Tempo e as Estrelas, que aconteceu na semana passada na FNAC, no BH Shopping (Fotos: Alessandra Caetano).




 




















































terça-feira, 14 de outubro de 2014

A Maior Crise Hídrica da História: Algumas Palavras


Miríades de pernilongos incomodam populações de dezenas de cidades (algumas pessoas alérgicas vão parar até no hospital), falta de água generalizada, prefeituras decretando calamidade pública, nascentes secando, calor intenso na primavera, baixíssimos índices de umidade e população com problemas respiratórios. Isso poderia ser o roteiro de uma peça de teatro representando o fim dos tempos. Mas é real. É o que temos vivido em nossa região.
A imprensa propaga a crise hídrica de São Paulo, mostra todos os dias os níveis alarmantes da Cantareira. Mas o fato é que a crise é do Sudeste e na verdade uma grave crise brasileira, de proporções catastróficas e que tem nos afetado a todos.

Oficialmente, trata-se da pior seca dos últimos 100 anos*. Pelo menos 20% dos municípios enfrentam os graves efeitos dessa estiagem, incluindo a maior cidade do país, São Paulo (importante lembrar da recente disputa pela água da bacia do Paraíba do Sul). O nível do Sistema Cantareira – principal manancial de São Paulo – chegou a 4,7% - triste recorde. Em Minas, o volume da barragem de Três Marias já está abaixo de 5% - o pior índice da história.**

Algumas cidades próximas a Itaguara decretaram calamidade pública pela situação dramática de falta d'água***. Pará de Minas e Itapecerica são apenas dois exemplos próximos. Mas há outros e ainda mais graves.

Lamentavelmente, a crise hídrica deve continuar e até se agravar nos próximos dias, pois não há previsão de chuva significativa, em toda a Região Sudeste, de acordo com o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec).

A situação é paradoxal se olharmos para trás: há pouco mais de dois anos Itaguara sofria com a enchente que chegou até a derrubar pontes e danificar algumas estruturas. Motivou-nos uma importante obra de contenção na ponte da Rua Mário Lima (finalizada recentemente). Hoje, o Ribeirão Conquista está com água praticamente parada. Servidores públicos estão abrindo manualmente o leito do ribeirão, podando o mato para combater os pernilongos e tentando dar vazão ao filete de água que está quase "ancorado".

Tenho conversado com amigos prefeitos da região e todos estão em polvorosa. Há cidades que estão em racionamento rígido há vários meses. Em Pará de Minas ouvi casos de residências há mais de dez dias sem água. Em Oliveira não é diferente e um amigo que mora lá disse que tem faltado água todos os dias. Em São João del Rei outro dia não tinha água nem para dar descarga. Parei num posto de gasolina em Carmópolis e o frentista me disse que já faz mais de mês que não se joga água no para brisa dos clientes. Não resta dúvida. A crise é grave. Muito grave.

Meu avô tem quase 80 anos e disse que nunca viu algo igual em toda a sua vida. "Teve uma crise brava de falta d'água em 1956, verão passou sem chuva e o ano foi muito difícil, mas a seca deste ano está muito pior, nunca vi igual", me contou. Está preocupadíssimo, ainda mais depois que ouviu de um padre na TV que o mundo está quase no fim. Estou tentando convencê-lo de que o planeta não acabará, apesar da dramática situação, mas ele só acreditará no dia que chover.

Não sou adepto do sensacionalismo, mas o fato é que a mudança climática deixou de ser notícia e hoje traz os seus efeitos práticos para a vida de todos nós. Precisamos mudar radicalmente nossos hábitos de consumo, repensar nossos conceitos, mudar nossa matriz energética, trabalhar fortemente a conscientização, melhorar substancialmente a gestão dos recursos hídricos, trabalhar a questão da reutilização das águas de reuso e da água de chuva, combater sistematicamente o desperdício, proteger nossas nascentes, dentre outras ações. 

A preocupação com a água desde os pequenos gestos até as grandes transformações precisa ser um compromisso inadiável de cada cidadão e de cada cidadã. Se cada um fizer a sua parte, juntos conseguiremos vencer estes problemas e garantir água e vida para as próximas gerações.

Se não fizermos a nossa parte, o prognóstico já é sabido e o roteiro do apocalipse se tornará real.

Alisson Diego

Referências:

* Reportagem Jornal Nacional: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/08/rios-que-cortam-mg-enfrentam-seca-mais-drastica-dos-ultimos-100-anos.html

** Matéria E.M: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2014/10/12/interna_gerais,578898/usina-de-tres-marias-deve-parar-de-gerar-energia.shtml

*** http://www.alterosa.com.br/app/divinopolis/videos/2013/10/01/interna-videos-dv,1695/para-de-minas-decreta-calamidade-publica-por-falta-d-agua.shtml#.VDyQNildVc8

**** http://g1.globo.com/mg/centro-oeste/noticia/2014/10/itapecerica-decreta-emergencia-por-falta-de-agua-e-desperdicio-gera-multa.html

**** Opinião Estadão: http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,a-crise-hidrica-e-o-dia-do-meio-ambiente,1505878

sábado, 11 de outubro de 2014

Poesia do cotidiano, do céu e do tempo: O Tempo e as Estrelas é lançado na FNAC

O Tempo e as Estrelas - poesia estelar,
temporal e cotidiana
 
Escrever em versos tem sido uma forma de comunicação e arte para o homem desde os tempos primevos. Arnaldo Antunes escreveu sobre a origem da poesia:

"A origem da poesia se confunde com a origem da própria linguagem. Talvez fizesse mais sentido perguntar quando a linguagem verbal deixou de ser poesia. Ou: qual a origem do discurso não-poético, já que, restituindo laços mais íntimos entre os signos e as coisas por eles designadas, a poesia aponta para um uso muito primário da linguagem (...) Mas a integridade entre nome e coisa trazida pela linguagem poética foi separada no decorrer da história pelo tempo e pelas culturas do homem civilizado".
  
Livro lançado: os versos agora "são livres"
De linguagem primitiva a arte da linguagem, a poesia percorreu um longo caminho.

Passando pelos vedas indianos há 1700 anos antes de Cristo, pelos trovadores e cancioneiros, pelos épicos poemas que contavam sagradas histórias das nações e até das religiões. De Zoroastro e Homero até nossos dias, muitos versos foram escritos, mas o que há de comum entre eles? Não é apenas a forma da linguagem. É a sensibilidade artística de contar uma história ou se expressar em versos. 

Poderíamos citar ou declamar tantos e tantos poetas ao longo da história. Poderíamos nos deliciar com belos poemas que nos fariam chorar, rir, refletir, enraivecer... Sentiríamos todos os sentimentos possíveis pelos versos de outrem. O poeta é esse outro que nos faz ver o mundo com o seu olhar peculiar.

Mas, voltemos ao Tempo e as Estrelas. Voltemos ao "Tempo de Alisson Diego" como foi publicado nesta semana pelo Jornal O Tempo. O caderno Magazine do Jornal publicou uma nota sobre este lançamento exatamente com este título: "O Tempo de Alisson Diego". Qual é o tempo de Alisson Diego? É o nosso tempo. É o tempo presente. E o que é a sua poesia? É o cotidiano. "Os poemas buscam refletir sobre o cotidiano com originalidade e transcendência", disse o jornalista d'OTempo. 

Noite de amizade, poesia, música e versos na FNAC
O que fez o poeta buscar inspiração no céu? Diego não diz. Mas seus poemas dizem. "Nenhum grande poema fará o poeta que olha para o chão, pensando rasteiramente nos problemas medíocres". Continua Diego em Poeira de Estrela: "Apenas o céu é capaz de transmudar mediocridades em versos.”.

Já, o tempo... Bom, o tempo somos nós. É o tempo que nos envelhece, nos amadurece, nos faz trabalhar, crescer, morrer, viver...

Somos fruto do Tempo. Sem o tempo não somos. Só vivemos o tempo. Somos porque há o tempo e deixamos de ser porque há o tempo.

O lançamento oficial de O Tempo e as Estrelas aconteceu na noite desta quinta-feira (09) na FNAC, no BH Shopping e contou com a presença de cerca de 300 pessoas. Lançado pela editora Novo Século - Selo Novos Talentos da Literatura Brasileira - o livro conta com ilustrações do artista plástico Francisco Rivero e está à venda nos sites das principais livrarias brasileiras.

O jovem músico Bruno Fittipaldi musicou alguns poemas
de O Tempo e as Estrelas
Sobre o livro, disse o poeta Diego a amigos e a um jornalista que cobria o evento: "Só fazem sentido esses momentos se forem compartilhados com os amigos. Eu os agradeço de coração por prestigiarem este lançamento. Gratidão! Aproveito para dizer também que este livro já não me pertence mais. A partir deste lançamento ele sai dos meus domínios. Falo isso sem almejar qualquer reconhecimento, falo porque estes versos agora são livres".

Diego disse ainda que prepara uma coletânea de artigos e crônicas que deve ser lançada em meados de 2015.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

O Tempo e as Estrelas na mídia

Sabemos todos que a poesia é um gênero literário pouco atrativo para o mercado editorial . Os novos poetas padecem e escrevem mais para si, estando distantes das publicações. Afortunados são os que conseguem publicar, em nossos dias, livros em versos. Tive a sorte de publicar O Tempo e as Estrelas.

Abaixo alguns links sobre o livro:

Editoria de Cultura: Jornal O Tempo - em 06/10/2014
Agenda Cultural da FNAC
Site da Editora Novo Século -> http://www.novoseculo.com.br/produtos_descricao.asp?lang=pt_BR&codigo_produto=1010&codigo_marca=0

Site Novos Talentos -> http://www.novostalentosdaliteratura.com.br/?p=5170

Blog literário -> http://ciadoleitor.blogspot.com.br/2014/06/lancamentos-editora-novo-seculo-e.html

Saraiva -> http://www.saraiva.com.br/o-tempo-e-as-estrelas-7688179.html

Blog Fome de Livros -> http://www.fomedelivros.com/2014/06/lancamentos-de-junho-5.html

Skoob - http://www.skoob.com.br/livro/415172-o_tempo_e_as_estrelas#