sexta-feira, 27 de junho de 2008

Mestre do Sertão - Guimarães, 100 anos


Um modesto poema de minha autoria (in Primeiros Poemas, 2006) em homenagem ao centenário do gênio cordisburguense-itaguarense-mineiro-cosmopolita Guimarães Rosa:


Nonada surgiu um homem...

Quem era aquele homem
que tão bem retratava o sertão?
Médico, poeta, soldado e rebelde.

O tempo passa,
mas as marcas continuam.
A reprodução da vida sertaneja não passa,
é para a posteridade.

Por trás de cada Manuelzão, Miguilim,
suas estórias, “Primeiras Estórias”.
Epopéias do rico e inspirador sertão,
Grande sertão...

Capaz de retratar simples pessoas
e transformá-las em indecifráveis personagens.
Majores, Argemiros, Riobaldos, Diadorins ...

Não era comum aquele homem!
Bruxo, mágico, místico?
Não. Apenas um inventor;
sagaz e ousado inventor
à frente de seu tempo.

Dos rios para os mares,
Dos livros para as academias,
Do sertão para o mundo.

Tratava de diplomacia, causos, religiões e idiomas
com a mesma maestria.
Não escrevia apenas; não ajuntava as palavras;
compunha melodias.

Aquele homem faz-nos crer
que as oportunidades são para todos,
Basta acreditar, viver e sonhar!

Nonada desapareceu aquele homem...

Mas ele não morreu,
apenas ficou encantado
e também nos encantou!




3 comentários:

Anônimo disse...

Guimarães Rosa, Mestre mesmo... belo poema...

Abraço,

Antônio!

Anônimo disse...

Bonita a parte que fala que as oportunidades são para todos,basta acreditar,viver e sonhar.

Anônimo disse...

Bonita a parte que fala que as oportunidades são para todos,basta acreditar,viver e sonhar.